Na manhã desta segunda-feira (25) ocorreu o Fórum de Coordenadores de Curso dentro do CRA Recebe. Na oportunidade foram debatidos os temas "As novas resoluções do CFA e seus impactos para as IES", com o Adm. Luiz Klippert e "O panorama dos cursos de Administração no Brasil e Rio Grande do Sul", com Adm. Sidinei Rocha de Oliveira. Representando a presidente do CRA-RS, Adm. Claudia Abreu, a Adm. Maria D'Lourdes Guimarães Rotermund agradeceu a presença de todos e exaltou a importância da discussão dos temas para a área. O coordenador adjunto da Câmara para Assuntos de Ensino (CEN), Adm. Nilson Varella Rubenich abriu a atividade destacando a necessidade de falar sobre a formação na área e a série de possibilidades que as resoluções do CFA trazem. 
 
Nesse sentido, o presidente da Câmara de Fiscalização e conselheiro do CRA-RS, Adm. Klippert, trouxe para o conhecimento dos participantes as Resoluções Normativas do CFA (RN 504 a RN 512), mostrando de que forma as relações do Conselho com o conjunto dos profissionais muda a partir das normativas. O Administrador destacou a RN 512, que permite o registro profissional de Mestres e Doutores em Administração, cabendo ao CFA definir a correlação dos programas de Mestrado e Doutorado com a área da Administração. “O requerimento é encaminhado ao CRA e quem emite o parecer conclusivo é o CFA, concedendo o título de Mestre ou Doutor em Administração, com atuação restrita à área de concentração do curso”, explicou, acrescentando que há um certo entendimento de que haverá um reflexo direto e efetivo na ação fiscalizatória do Conselho. “Isso impacta na nossa atividade diária. Atuamos com firmeza para coibir o exercício ilegal da profissão, e não vamos permitir que uma resolução, cuja finalidade é valorizar os mestres e doutores em Administração, seja utilizada para regularizar a situação de profissionais de outros áreas que ocupam indevidamente cargos destinados aos Administradores. Por este motivo, a NR 512 estabele que a atuação profissional é restrita à área de concentração do curso", frisou. 
 
O Adm. Klippert apresentou os dados da pesquisa realizada pelo Centro de Gestão de Estudos Estratégicos, publicada em 2015, segundo qual o mestrado e o doutorado em Administração ocupam, respectivamente, o quarto e o 13º lugar em número de titulados. “No período de 1996 e 2014, houve um aumento de 711,9% no total de doutores e de 534,71% no número de mestres em Administração. Se por um lado podemos prever um vigoroso crescimento na oferta de curso de pós graduação, por outro, talvez, tenhamos ao longo prazo um recuo na graduação", analisou, acrescentando que são apenas projeções que podem ou não se confirmar. "O que esperamos é que, dentro de alguns anos, possamos olhar para trás e verificar que o conjunto das novas resoluções trouxe mais benefícios do que prejuízos aos Administradores", concluiu. 
 
Panorama dos cursos de Administração no Brasil e no Rio Grande do Sul 
Dando continuidade ao Fórum, o Adm. Sidinei Oliveira de Rocha, trouxe números para o conhecimento dos participantes falando sobre o “Panorama dos cursos de Administração no Brasil e no Rio Grande do Sul”. “O aumento do número de matrículas está relacionado à expansão do ensino à distância, isso muito em função do custo dos cursos”, explicou. Ele mostrou dados sobre o perfil dos professores, tanto na rede pública, quanto na rede privada, além dos números de ingressantes e concluintes no curso de Administração. “Em 2016, cerca de 262 mil alunos ingressaram no curso, mas apenas 118.304 concluíram. Além disso, percebe-se uma baixa significativa no número de alunos entrando no curso”, diz. Ele mostra também que Administração é o segundo curso superior mais procurado do Brasil, segundo o Censo da Educação Superior, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Com mais de 710 mil inscritos, fica atrás apenas do Direito, com 862,32 mil. “Na minha visão isso está muito relacionado a questão da empregabilidade”, analisou. Além disso, o perfil dos docentes também foi pauta do encontro. “A maioria dos profissionais trabalha até três disciplinas”, aborda.