A conferência Panorama Global sobre as Finanças da América Latina, com o conferencista Profesional en Gobierno y Relaciones Internacionales, de la Universidad Externado de Colombia, Prof. Víctor Orlando Sánchez Beltrán, durante o XII Congresso Mundial de Administração na Universidad de Cartagena de Índias apontou que grande parte dos países da região estão passando por crise. “É preciso analisar dois pontos: o desenvolvimento econômico da região, ou seja, ter uma visão daquilo que o local precisa para se desenvolver e o que é necessário para isso e também, a implicação da integração financeira internacional”, avaliou. 
 
Beltrán fez um panorama geral sobre as perspectivas do mercado financeiro para a região a partir de reflexões econômicas e históricas. “É preciso diferenciar os tipos de globalização. Há a globalização dos mercados que resume na capacitação dos países se integrarem, isso envolve os acordos de integração comercial e a globalização da economia, que resulta nos impactos comerciais”, explicou, destacando que o segmento financeiro é uma consequência deste processo. “A América Latina e o Caribe tem como maior desafio a estabilidade do mercado, a regulação. Não podemos generalizar e considerar que todos os países têm os mesmos mercados, muito pelo contrário cada um tem seu sistema financeiro, suas regulações, operações financeiras. Não é uma história linear”, esclareceu. 
 
O palestrante revelou que o nível de serviço da região ainda está muito longe do resto do mundo, em que em grande parte os bancos oferecem ativos para o investidor e isso faz com que a economia gire mais facilmente e rapidamente. “Há uma deficiência nos mercados emergentes, em contrapartida, o Chile, o México e Brasil tem um patamar superior emergente”, disse, explicando que a cultura empresarial latino americano é de curto prazo. “Invisto mil e amanhã quero ganhar o triplo. Diferente das empresas internacionais, que entendem que o lucro não é de um dia para o outro”, analisou. 
 
Na Colômbia, quem concentra maior quantidade de emissões na bolsa de valores são três setores: petroleiro, financeiro e cervejeiro, no caso da Bavária. “Esses segmentos centralizam 45% do total das emissões e isso acontece em quase a totalidade dos países da América Latina, salvo brasil e México”, constatou, fazendo uma ressalva em relação ao Chile, que é uma das econômicas que mais tem crescido devido ao número de empresas privadas, permitindo bônus de financiamento de projetos. Outro ponto importante destacado pelo palestrante é sobre a globalização internacional. “Com acordos internacionais é possível desenvolver o mercado mais facilmente. Agora é a hora de integrar”, analisou. 
 
As perspectivas para o fim de 2016 são de decréscimo de 1.5 devido a três fatores. “O declínio deve-se ao auto barulho político, à elevada inflação e ao mercado externo pouco favorável”, frisou, lembrando que no Brasil, o baixo preço do petróleo também contribui para o número negativo. Para 2017 espera-se que seja o ano da recuperação. “A percepção é que o aumento do preço do petróleo comece a aumentar e isso é uma característica que mostra uma melhoria da economia”, finalizou.