Com o objetivo de garantir às pessoas com necessidades especiais ou mobilidade reduzida de transitar em espaços públicos ou privados, o CRA-RS está com um projeto de ampliação e modernização de sua sede em Porto Alegre. Acessibilidade dos banheiros, adequação para atendimento auditivo, visual e de cadeirantes, além da ampliação do térreo e do quinto pavimento para reorganização do fluxo de atendimento interno são metas da futura reforma do local. Na última sexta-feira (05/01), a equipe do CRA-RS se reuniu com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, representada pelo secretário Leandro Lemos, para uma maior aproximação e se colocando à disposição dos órgãos. “O projeto de adequação do nosso prédio, que tem um pouco mais de 25 anos, tem um layout mais moderno e transparente que é justamente o que queremos passar para os nossos registrados”, destacou a presidente do CRA-RS, Adm. Claudia Abreu, acrescentando ainda que é fundamental atentar para a acessibilidade a fim de promover a inclusão e para que seus colaboradores, funcionários e seu público se sinta bem recebido e acolhido. A expectativa é que as obras iniciem em março.
 
Seis em um: o desafio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico
 
Na reunião com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, na qual foi discutido o projeto de reestruturação do CRA-RS com o secretário Leandro Lemos, também foram debatidos alguns pontos que limitam o desenvolvimento do município de Porto Alegre, como algumas legislações obsoletas que não se adaptaram às inovações. Além disso, o secretário ressaltou o desafio em administrar as demandas relativas à indústria, comércio, produção, turismo, inovação e licenciamentos da cidade, já que a secretaria foi criada a partir da fusão das antigas secretaria de indústria e comércio e secretaria de turismo, mais os gabinetes de inovação Inovapoa e de licenciamentos Edificapoa.
 
"Alguns projetos tramitam em 39 órgãos dentro da prefeitura, cada um dá sua opinião e quanto mais pessoas envolvidas, mais demora na aprovação e mais custo. Agora priorizamos 85 projetos que agreguem valor para cidade que impactam em 4 bilhões de reais em Porto Alegre. Fizemos uma grande frente de trabalho para resolver o passado e dinamizar a economia da cidade, pois a aprovação desses projetos gera emprego, renda, novos produtos”, explicou ele. O secretário também abordou a desigualdade nos valores do IPTU, já que o último mapeamento e tabulação foi feito em 1957. “A legislação impede o crescimento da cidade. Hoje há uma lei que não se pode vender suco de laranja no Parcão, por exemplo, pois corre o risco de cair uma semente de laranja no chão, frutificar e modificar a vegetação. Outro exemplo é a não ampliação do condomínio Terra Ville, pois pediram um estudo sobre a existência de peixes voadores naquela área”, afirmou. Ele acrescentou ainda que atualmente a aprovação de projetos passa por inúmeras etapas, mas está sendo implementado o escritório de licenciamento que terá apenas três etapas para aprimorar o processo.