À frente do maior grupo hospitalar do Rio Grande do Sul, o Conceição, o administrador Cláudio Oliveira, falou nesta semana com o CRA-RS sobre o projeto do plano de cargos e salários dos administradores que atuam no GHC. 
 
A estrutura, que abrange 9,2 mil funcionários nos hospitais Conceição, da Criança Conceição, Cristo Redentor e Fêmina, UPA Moacyr Scliar e 16 postos de saúde, conta hoje com 56 administradores, os quais ingressaram no quadro com salários equiparados aos salários de nível médio. De acordo o presidente em exercício, na época em que foram realizados os concursos para o GHC, os cargos de nível superior eram destinados a profissionais da área da saúde, o que, segundo ele, foi um grande equívoco. 
 
“No final de 2019, estive reunido com a presidente do CRA-RS, Claudia Abreu, e com o sindicato dos administradores do RS para tratar da pauta. Elaboramos um projeto que foi encaminhado para o Ministério da Economia. Antes da pandemia, a previsão era de que até junho a situação seria regularizada e os salários dos profissionais ajustados. Com a atual situação do País, não temos como prever se a data se mantem”, explica. Cláudio reforça que o tema é de extrema relevância para o Grupo Conceição. 
 
O GHC, segundo ele, está organizado e preparado desde o início do ano para enfrentar a crise ocasionada pelo novo coronavírus. “As medidas que tomamos, desenvolvimento de protocolos próprios, controle de insumos, planilhamento da cadeia de suprimentos, gabinete de crise, passam pela administração. Ou seja, o conhecimento da área é indiscutível dentro do ecossistema de um hospital. Sendo assim, é justo que nossos colegas tenham suas receitas compatíveis ao seu grau de instrução e responsabilidade”, completa.