Uma pesquisa sobre o perfil dos Administradores no Rio Grande do Sul, realizada pelo CRA-RS, apontou um aumento no número de mulheres na carreira da Administração no Estado na última década. Em 2011, 39,9% dos Administradores entrevistados são do sexo feminino – já em 2000, esse número era de 31,4%. A pesquisa foi realizada pela internet, mediante uma amostra retirada do universo de 16.041 Administradores com e-mail cadastrado no CRA-RS. Outro dado interessante apontado pela pesquisa diz respeito à faixa etária dos profissionais, que sofreu alterações a partir da presença de Administradores mais jovens, em particular mulheres, nas faixas de 25 a 36 anos. Por outro lado, o levantamento mostrou uma baixa na renda média mensal dos Administradores, se comparada os anos de 2011 e 2000. No início da década, o valor médio da remuneração da classe era equivalente a 17,1 salários míninos e, hoje, esse índice atinge 9,9 salários mínimos. Para o professor e Adm. Georges Le Brun de Vielmond, responsável pela pesquisa, a baixa na renda mensal pode estar diretamente relacionada à maior presença de mulheres jovens no mercado de trabalho. “Nesta pesquisa, temos um exemplo da influência da idade, e da inexperiência, e, sobretudo, do sexo na remuneração. Não é só no Brasil que existe esse tipo de discriminação. Na Europa, já começa a surgir o combate a esse tipo de preconceito”, comenta. Sobre os motivos da escolha do curso de Administração, 29,9% alegaram a compatibilidade da profissão com projeto de vida e 22,7% apontaram a vocação pela área. Dos setores que mais oferecem oportunidades aos Administradores, o terciário (comércio e serviços) lidera, seguido pelo secundário (indústria), sendo as empresas privadas – nacionais e multinacionais – estão no topo da lista, seguidas da Administração Pública. Já as áreas de atuação mais procuradas pelos Administradores, segundo a pesquisa, são Finanças, Marketing e Administração Geral.

O estudo mostrou ainda que uma forte tendência de ocupação de cargos legítimos do Administrador por profissionais de outras áreas. Segundo o levantamento, o engenheiro, o contador e o economista lideram a lista de profissionais não preparados para administrar, mas que tem ocupado esse espaço nas empresas. “Os Administradores se acham preteridos no exercício de sua legítima profissão. Essa situação vai perdurar até que o Administrador seja reconhecido como imprescindível nas organizações”, comenta Vielmond. De acordo com a presidente do CRA-RS, Adm. Cláudia de Salles Statdlober, a autarquia vem realizando um trabalho intenso de fortalecimento da profissão do Administrador no Rio Grande do Sul. “A atuação dos Administradores nas organizações públicas e privadas é fundamental. São profissionais responsáveis diretos pelo funcionamento de uma organização e de uma sociedade. Buscamos esse reconhecimento e valorização”, comenta a presidente. O conteúdo da pesquisa Perfil dos Administradores do Rio Grande do Sul pode ser acessado na íntegra em nosso site.