No último sábado (26), o Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul (CRA-RS) promoveu, através da sua Câmara Especial de Educação, o XI Fórum dos Coordenadores no XII Encontro Estadual da Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração (Angrad). O evento reuniu professores, diretores, coordenadores de curso e demais interessados em debater as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para o ensino da Administração.

A presidente da autarquia, Adm. Claudia Abreu, abriu o painel falando sobre o atual cenário, no qual a transmissão on-line do fórum permite a participação de um público maior, proveniente das mais diversas regiões do Estado. “É uma honra ser presidente de um Conselho com tantos profissionais qualificados no ensino da Ciência da Administração e uma alegria saber que são vocês que formam os futuros Administradores gaúchos”, comentou.  

Para a elaboração das novas diretrizes, a professora e conselheira federal Adm. Cláudia Stadtlober explicou que as competências precisavam ser revisadas, pois eram do ano de 2005. Além da temporalidade, foi discutida a diminuição da busca por cursos de Administração e também a qualidade do ensino através dos índices de avaliação e dos resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Apenas 5% dos cursos de bacharelado na área atingiram a nota máxima no exame, o que fomentou a reflexão sobre o perfil do egresso que está sendo desenvolvido. 

Assim, a nova proposta da Angrad foi encaminhada para 27 conselhos regionais. Segundo Cláudia, que também participa da Câmara de Formação Profissional (CFP) e da Comissão Especial para Análise das DCNs do Conselho Federal de Administração (CFA), foram recebidas inúmeras contribuições relevantes para a construção da nova base curricular. Os principais ajustes são: currículo por competências com mais integração entre as disciplinas; abordagem de problemas e oportunidades de forma sistêmica; aplicação de técnicas analíticas e quantitativas na análise de problemas; gerenciamento de recursos; comunicação eficiente e conhecimento tecnológico.

“As novas diretrizes trazem flexibilidade para que possamos incluir as regionalidades, o que contribui para a empregabilidade dos nossos egressos”, afirma a conselheira. Ademais, são mais voltadas à prática da Administração, incluindo atividades supervisionadas obrigatórias, na articulação entre teoria e cotidiano profissional. A proposta segue em tramitação no Conselho Nacional de Educação do Ministério da Educação (MEC).

De acordo com o diretor da Angrad, Adm. Irineu Gustavo Gianesi, as diretrizes seguem uma tendência internacional de foco na gestão da aprendizagem e na diminuição de entraves. “Temos liberdade para tornar o curso mais competitivo e adaptado às diferentes realidades dos estudantes. Afinal, existimos para formar profissionais competentes que vão causar impacto na sociedade, não para atingir índices”, complementa. Irineu também destacou a importância dos professores conhecerem o projeto pedagógico do curso para contribuir na criação de novos métodos de avaliação. Ao final, com a mediação do Adm. Adroaldo Lazzarotto, os participantes puderam debater sobre o tema.