O curso superior de Administração é 70% composto por mulheres, porém elas ainda ganham 70% menos do que homens em cargos de direção e coordenação. A afirmação é da presidente do CRA-RS, Adm. Claudia Abreu, feita na última quinta-feira (15/08), durante o “GIVE FIRST: WOMEN”, encontro realizado na Seccional do CRA-RS Região da Serra, em Caxias do Sul.
 
“Somente as mulheres podem mudar esse cenário. Por isso a pergunta cabe: o que nós estamos fazendo por outras mulheres”, provocou a presidente do CRA-RS.
 
Ao todo, o “GIVE FIRST: WOMEN”  contemplou dois eventos que debateram o que mulheres têm feito por outras mulheres. No primeiro, às 11h, além da presidente do CRA-RS, Adm. Claudia Abreu, participaram a representante do Grupo Mulheres do Brasil, Mariana Ferreira dos Santos, além da Líder SW Women Caxias do Sul, Ana Zamberlan. Já no fim da tarde, segunda parte do encontro, no terraço do OCA Innovative Hub, também em Caxias do Sul, a Vice-presidente de Relações Externas do CRA-RS, Adm. Helenice Reis, também foi uma das debatedoras.
 
“As mulheres precisam ser fortes e mudar o cenário, mudar o jogo. É preciso ser mais independente. Temos que ser fortes e acreditar naquilo que fazemos”, ressaltou a Vice-presidente de Relações Externas do CRA-RS.
 
Representante do Grupo Mulheres do Brasil, Mariana Ferreira dos Santos, salientou um dado alarmante, segundo o qual o Brasil é o país do mundo onde mais se mata mulheres. De acordo com ela, o caminho para as mulheres é ocupar cada vez mais espaços, desconstruindo, desse modo, a desigualdade imposta por uma cultura masculina.
 
“O que estamos fazendo de efetivo para aumentar a presença da mulher em posições de liderança e no mercado de trabalho? Precisamos trabalhar em rede, precisamos empreender com mulheres, contratar mulheres. Só assim vamos mudar essa cultura”, disse.
 
Já a Líder SW Women Caxias do Sul, Ana Zamberlan, lembrou que muitas mulheres são o principal pilar financeiro de uma família. Ainda de acordo com Ana Zamberlan, para um homem se habilitar ou ser recrutado para uma vaga de trabalho a empresa precisa ter somente 65% de certeza. Já para uma mulher preencher essa mesma vaga o contratante precisa ter 90% de certeza.
 
“Por que nós mulheres, em nossos negócios e empresas, não contratamos somente mulheres? É uma maneira de começarmos essa mudança. Muitas mulheres são o sustento da família. Mas ainda há um significativo número de mulheres ainda muito retraídas”, concluiu.