Na noite desta segunda-feira (25/09) o CRA-RS por meio da sua Câmara da Saúde promoveu mais um CRA Recebe, desta vez com o tema “Lean Healthcare”, um conceito que já é muito utilizado em hospitais de países como EUA, Canadá, Inglaterra e Austrália trazendo benefícios em diferentes áreas, sendo considerado atualmente como o melhor modelo de gestão para redução de desperdícios e custos. A presidente do CRA-RS, Adm. Claudia Abreu, destacou a importância de falar sobre temas de interesse para a área. “Nossa profissão é um clínico geral, sabendo de tudo um pouco, então quando queremos nos especializar sobre algo, vamos atrás de informação qualificada e é uma honra disseminar esses conteúdos na nossa casa”, destacou, se referindo à câmaras setoriais do Conselho. 
 
O coordenador da Câmara da Saúde, Adm. Alexandre Andara, exaltou que a câmara está aberta para todos. “As portas estão abertas. Nos reunimos toda última sexta-feira do mês, onde debatemos saúde do Estado e do País”, explicou. Também estiveram presentes na abertura, a conselheira Adm. Marcia Borba Brasil e o conselheiro Adm. Luiz Klippert. 
 
Falando sobre a metodologia, o engenheiro de produção e bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Wagner Pietrobelli Bueno, trouxe ao público informações sobre o contexto da gestão em saúde no Brasil. “Insuficiência de leitos, superlotação de emergência, baixo índice de médicos e carência de profissionais... São vários os problemas na área que demandam um novo modelo de saúde em que os serviços estejam mais próximos das pessoas”, destacou, acrescentando que o sistema sofre com problemas de gestão, é preciso de planejamento, de análise do cenário.
 
Bueno explicou que o principal objetivo do Lean Healthcare é a mentalidade enxuta nos hospitais. “É fazer o melhor com o que você tem. Ele melhora os métodos organizacionais existentes, reduz os custos e aumenta a qualidade da assistência clinica prestada”, esclareceu. Ele destacou ainda que o termo nada mais é que a busca contínua de levar mais valor para o paciente com a redução de custos, seria uma mudança de paradigma na gestão dos serviços de saúde. “É preciso mudar o processo. Os princípios centrais é focar nos pacientes, identificar o valor e minimizar o tempo”, ressaltou, explicando que uma motivação importante para reduzir o desperdício é dar mais tempo para os profissionais clínicos para ser usado em um melhor atendimento clínico e uma maior atenção às necessidades dos pacientes. O palestrante trouxe a dúvida sobre a falta de recursos ou a falta de uma gestão de recursos. “Precisamos que os problemas sejam resolvidos com gestão e, para isso, é fundamental focar nos processos, identificar as perdas e propor melhorias". Por fim, o profissional apresentou o case do Hospital Bandeirantes que aplicou a metodologia e o colheu resultados positivos.