Evento reuniu cerca de 20 coordenadores de cursos de Administração na manhã desta terça-feira
 
A preocupação com o futuro dos profissionais das áreas da Administração foi a questão central do VIII Fórum de Coordenadores. Com o tema “Evasão e redução de matrícula: os desafios na área de Administração”, o evento, que ocorreu na manhã desta terça-feira no Auditório da FADERGS, reuniu cerca de 20 coordenadores de cursos de Administração. 
 
O Adm. Sidinei Rocha de Oliveira, doutor em Administração pela Université Pierre Mendès-France - Grenoble 2 em cotutela com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde atua como professor associado no curso de Administração, apresentou dados do Censo da Educação Superior INEP/MEC referentes aos cursos de graduação em Administração presenciais e EADs, bem como tecnólogos, considerando os números de matrículas, ingressantes, concluintes e taxa de desistência, com o objetivo de debater os impactos da evasão e redução nas matrículas dos cursos. Sidinei comparou os índices com outros cursos que enfrentam cenário semelhante, destacando que na Administração uma parcela dos ingressos se dá por alunos que veem o curso como uma possibilidade de acesso ao ensino superior e obtenção do diploma, e não para serem Administradores.
 
Entretanto, direcionando o olhar para os alunos que buscam o curso por real interesse, Sidinei apresenta como fatores determinantes para a evasão, tanto na modalidade presencial quanto EAD, as dificuldades pessoais dos acadêmicos em acompanhar as disciplinas, o cenário econômico e a frustração com o curso. “Não tem como medir com exatidão cada um desses fatores, porém entender cada um deles é importante para analisar a possibilidade de reter alunos nos cursos e qual o limite dessa possibilidade”, ressaltou.  
 
Na ocasião, os coordenadores e professores presentes debateram sobre o papel das instituições no conhecimento do perfil do seu aluno e de ações de modernização para a permanência na área. Os participantes reforçaram a importância de uma atenção especial para as instituições de ensino e estudantes, como uma forma de visar um novo futuro no fazer educacional e, consequentemente, nas atitudes profissionais.