“O fundamental em um ecossistema de inovação é a cultura da cooperação entre as pessoas que vivem nele”, destacou o presidente da Associação Gaúcha de Startups (AGS), Thomás Capiotti durante o Ciclo de Debates em Administração (CIDEAD), evento promovido pelo Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul (CRA-RS) em parceria com a Ulbra –Campus Gravataí, no Teatro do Sesc em Gravataí. O vice-presidente Administrativo do CRA-RS, Adm. Sérgio José Rauber, representando a presidente do Conselho, Adm. Claudia Abreu, destacou que a valorização da profissão começa por uma formação profissional de qualidade. “Debater temas emergentes e relevantes, que possam qualificar ainda mais a gestão das empresas e instituições na região, faz parte do nosso desafio dessa noite”, disse, acrescentando que é preciso sair do discurso do empreendedorismo e compreender como podemos colocar em prática ideias inovadoras, refletindo também no desenvolvimento da região.
 
Capiotti iniciou sua palestra contando aos participantes uma novidade do WhatsApp: em breve o aplicativo poderá ser usado para fazer transferência de dinheiro. Com o exemplo, ele mostrou que Mark Zuckerberg gastou US$ 16 bilhões na compra do WhatsApp que, até então não dava lucro algum, mas o transformou em uma ferramenta poderosa e bilionária. “Para fortalecermos a inovação, o empreendedorismo, a criação de novos negócios, é necessário conexão, conversa, resiliência. No Vale do Silício, por exemplo, há uma cultura de colaboração, onde as empresas e as pessoas se relacionam com muito mais rapidez”, disse, acrescentando que um dos problemas do Brasil é ter um cultura mais reativa do que proativa. 
 
E foi a partir disso que surgiu a AGS, quando em 2015 um grupo de empreendedores resolveu fazer o mapeamento do ecossistema de inovação do Rio Grande do Sul, pois já haviam passado por experiências em outros países e queriam implantar essa cultura aqui. “Nossa missão é fortalecer, conectar e representar as startups, fazendo com que elas se desenvolvam cada vez mais e formem um ecossistema mais colaborativo e inovador”, disse. Para aqueles que desejam empreender, ele aconselha: “Identifique problemas para gerar soluções, mas se apaixonem pelo problema e não pela solução, se conecte, tenha uma proposta de valor e nunca esqueça da inovação.”
 
Também participaram do debate, o diretor de Inovação da Ulbra, Márcio Machado, que ressaltou de que forma funcionam os parques tecnológicos, destacando o Ulbratech, que já conta com 40 empresas e mais de 300 empregos diretos. E o empreendedor nato, Guilherme Masseroni, que contou sobre suas experiências na criação de novos negócios. “Vendi minha operação de tecnologia e amanhã acaba um contrato chamado ‘non compete’, que me proibia de abrir qualquer empresa da área. Nesse meio tempo, comprei, vendi outras”, contou. Para ele não tem desculpa no momento de empreender: “o mais importante é executar e fazer”.