De forma virtual, lideranças femininas dos Regionais de todo o Brasil se reuniram para compartilhar experiências e planejar futuras ações do CRA Mulher. O encontro aconteceu na última quarta-feira, 1º de julho, com a presença da vice-presidente de Relações Externas do CRA-RS, Helenice Reis, que representou as profissionais do Conselho.

Helenice relatou que o CRA Mulher no Rio Grande do Sul começou a ser estruturado em 2017 e, após a participação das administradoras do CRA-RS no Fórum realizado pelo CFA em Brasília, em 2019, todas voltaram ainda mais motivadas a fazer o comitê feminino funcionar no Estado. Assim, decidiram apoiar institucionalmente eventos voltados para o público feminino, principalmente aqueles focados no empreendedorismo e na inclusão das mulheres na área de inovação e startups.

“Em agosto vai acontecer o primeiro Seminário Coletivos Femininos do Brasil, o Ser Mulher, e nós estaremos lá. Vai ser muito importante a participação neste evento”, afirmou, lembrando que o seminário será 100% online, com o intuito de ajudar o público feminino e fomentar conhecimentos em diversas áreas como pessoal, emocional, espiritual e profissional.

Depois das apresentações de cada liderança, as administradoras debateram sugestões para fortalecer as ações das mulheres no Sistema CFA/CRAs. Um dos pontos mais destacados foi a necessidade de expandir o CRA Mulher para os Regionais que ainda não instalaram a comissão feminina em suas bases. Dessa forma, ficou prevista a entrega de uma publicação com o passo a passo para abrir um comitê.

Voltada para a área de comunicação, outra proposta reforçou a importância de aproveitar o período das lives em tempo de pandemia para realizar encontros online, a fim de discutir os temas pertinentes às mulheres administradoras, inclusive com o apoio do CFA. Por fim, a administradora do CRA-DF, Mônica Cova Gama, apresentou a proposta do Observatório da Mulher do DF, iniciativa criada pelo Governo do Distrito Federal, cujo propósito é oferecer uma plataforma com números e informações sobre a realidade das mulheres no Estado.

O Observatório aponta dados de áreas como saúde, segurança pública, educação, trabalho, direitos humanos, entre outros, além de atender mulheres em situação de violência. Outro objetivo da plataforma é produzir diagnósticos para a avaliação e implementação de políticas públicas voltadas para o público feminino. A sugestão foi bem recebida pelas participantes da reunião, e a ideia é usar o Observatório como referência na criação de uma ferramenta semelhante para o Sistema CFA/CRAs.