O que é corrupção? Assim questionou a Procuradora Geral do Município de Porto Alegre, Dra. Cristiane Nery no início do CRA Recebe desta quinta-feira, dentro da programação do Ciclo de Palestras sobre Gestão Pública. Representando o presidente do CRA-RS, Adm. Valter Luis de Lemos, a vice-presidente de Relações Institucionais, Lourdes Maria Ritt destacou a importância de realizar eventos como esse e convidou os Administradores presentes para que agreguem à Câmara de Gestão Pública e, dessa forma, conheçam e melhorem a gestão nos governos. A presidente da Câmara de Gestão Pública da autarquia, Adm. Rita Eloy destacou a importância de se discutir cada vez a a profissinalização no setor público devido ao cenário que enfrentamos atualmente.
 
Cooperação, transparência, prevenção, foram alguns tópicos destaques durante a palestra da Dra. Cristiane sobre a Lei anticorrupção e sua aplicabilidade no setor público através de compliance. Ela explica que a Compliance são regras anticorrupção para evitar a prática de atos corruptos no âmbito público. A palestrante também discorreu sobre a Lei 12.846/14, destacando um dos tópicos: “é importante exaltarmos que toda aplicação de sanção deve ser precedida pela advocacia pública”. A lei também traz que os processos administrativos devem ser conduzidos por servidores estáveis e não alguém que possa ter o interesse político. 
 
Para ela, é dever de todo servidor público disseminar a informação caso tome conhecimento de uma situação de corrupção. “A Atuação interna é bastante importante. As controladorias, por exemplo, apontam os procedimentos que estão sendo realizados para que justamente eles sejam corrigidos. É um controle interno, prévio ao combate à corrupção”, destacou, ressaltando que os profissionais são instrumentos para garantir que não haja corrupção. “A prevenção é feita por nós servidores, através da correta orientação.”
 
Em relação aos Cargos em Comissão e os Servidores Concursados, a procuradora defende a aplicação da Constituição Federal e a harmonia entre os quadros políticos e efetivos. “O servidor público deve se qualificar e estar preparado para assumir funções, assim como o cargo em comissão deve ser qualificado para a função que ocupará, a qual deve ser de direção, chefia ou assessoramento", destacou, abordando que o servidor deve dizer que é capaz de ocupar certos postos e colocar-se pronto a atuar. “A partir de toda a experiência que temos há uma certeza: o servidor qualificado e preparado, com vontade, liberdade e segurança vai se destacar, pois ele está preparado para isso e poderá contribuir com a missão pública que possui e a profissão que escolheu”, exaltou.