Confira algumas perguntas feitas pelos participantes para os painelistas durante os dois dias de evento.

Dia 8 de junho

De: Nedson Luiz

Como os cursos de Administração deverão se preparar para esse novo cenário que estamos vivenciando se por vezes ainda temos as DCNs (Diretrizes Curriculares Nacionais) engessadas? E como vamos potencializar novos administradores para atender as demandas contemporâneas?  

Para: Roberto Salazar

Pergunta muito desafiadora. Quando eu estava como diretor do curso de Administração da ESPM, umas das coisas que fizemos foi mudar a grade curricular. Chamei os professores de cada área, reformulamos a matriz curricular. Apresentei para um consultor que faz a conexão com o MEC e as DCNs, e ele disse que não passaria nem na primeira porta, porque era um negócio extremamente inovador, com algumas amarras. Temos que respeitar essas amarras, não adianta ir contra. Tivemos que repensar um outro formato, porque cada vez mais não dá para a gente formar o mesmo Administrador. O processo online vai ter que estar presente, os professores vão ter que se reconstruir, é difícil, já tinha uma carga muito grande, mas esse é o cenário, esse é o mundo. E para quem é da educação acaba servindo como desafio e acaba sendo algo interessante.

 

De: Natália Dias

Como os microempreendedores individuais podem se reinventar diante da crise, especialmente em cidades de menor porte onde os habitantes não passam de 8 mil?

Para: Albano Mayer

Vou dar um exemplo que já estou usando na cidade de Lajeado. Quando começamos a discutir o processo de inovação do ecossistema de Lajeado, os pequenos empresários, que são muitos, nesse momento de pandemia fecharam as portas e outros acabaram se unindo e criando uma ferramenta local de marketplace. E uma cidade que tem 8 mil habitantes consegue fazer um marketplace praticamente no Facebook ou no Whatsapp. Isso ajuda muito os pequenos nesse momento.

 

Dia 9 de junho

De: Evelyn Franco

Qual das suas marcas foi mais trabalhosa para inovar durante e pós pandemia? Comente um pouco sobre o que foi feito.

Para: Fabiano Feltrin

Dos meus negócios, o mais difícil na pandemia é com relação ao segmento do turismo. O turismo foi desacelerado de uma forma muito grande, as pessoas não se encorajam para pegar um avião ou ir para um hotel. Logicamente esse é um negócio muito duro e a gente teve que ter muito cuidado. Infelizmente é um dos segmentos que mais teve desemprego também e estamos tratando isso com um comitê de crise. Criamos um conselho junto com o contador e corpo jurídico e também instalamos a matriz SWOT para entendermos quais as oportunidades e quais as fraquezas do negócio.

De: Izabel Lopes

Nessa pandemia, o que a Drops de Menta fez pra se destacar e se fazer necessária para as pessoas?

Para: Márcia Costa

Acho que foi muita necessária a comunicação, nós temos muitos franqueados que estão em pequenas empresas nas suas localidades, mas juntos somos um grande grupo e conseguimos comprar com mais efetividade, economia de escala, negociação com fornecedores. Tínhamos uma força grande de uma equipe, fizemos uso da força da marca e então as pessoas, mesmo os empresários de cidades menores, conseguiram se sentir amparados. Foram muitas estratégias de marketing, financeiras, novos fluxos, novas metodologias, o tratamento do cliente, relacionamento com fornecedores, a parte de operações de loja e todas as reuniões virtuais.