“Vivenciamos a quarta revolução industrial, onde a automação total das fábricas impacta diretamente na maneira como a gente consome e como as empresas vendem”, destacou a Gerente Regional de Marketing na IBM Brasil, Vanessa Pugliese, em sua palestra A Era do BIG DATA: O uso inteligente da informação como vantagem competitiva, no XII Congresso Mundial de Administração na Universidad de Cartagena, em Cartagena das Índias, na Colômbia. 
 
Vanessa fez uma comparação com anos anteriores, onde as empresas líderes eram aquelas que tinham as fábricas mais modernas, o maior número de funcionários e grandes campos de concentração, diferentemente de hoje em dia. “Os negócios que mais valem não tem nenhum atributo físico, como o Uber sem carros próprios ou o AIRBNB que não tem imóveis ou quartos. Outro exemplo é o Snapchat, a sétima startup mais valiosa do mundo e não produz conteúdo algum”, ressaltou, afirmando que a colaboração atingiu limites antes nunca vistos. 
 
Os dados não estruturados hoje representam 80% no mundo inteiro, daí advém o conceito de Big Data: descrição do intenso volume, variedade e intensidade em que os dados são criados no mundo digital. “Porém os dados por si só, não têm valor. Só terão algum significado após analisados, combinados e usados para algum objetivo específico da empresa”, disse, ressaltando que o próximo passo é a computação cognitiva. “A análise de dados pura é baseada inteiramente na matemática, já a computação cognitiva trabalha e compreende a linguagem humana. O Watson, sistema da IBM, é uma das plataformas mais inteligentes desta nova era”, exaltou, explicando que desde 2015 o banco Bradesco está utilizando a ferramenta no atendimento aos correntistas. 
 
De acordo com Vanessa, essas transformações estão impactando na maneira como vivemos, trabalhamos, consumimos... E as próximas mudanças vão ocorrer em um curto prazo de tempo, cada vez menor. “Até 2020 vamos conversar mais com robôs do que nossos próprios parceiros. Ainda, hoje as empresas que mais são valorizadas na bolsa são àquelas que combinam elementos digitais com logística”, afirmou. Ela constatou que as pessoas não ficarão mais desconectadas, tudo será feito online. “Essa transformação vai gerar um novo ser humano, novas profissões, até mesmo áreas que nunca imaginamos que poderia existir, como designers de impressoras 3D”. A palestrante finaliza deixando uma reflexão para os participantes do Congresso: "como você está se preparando para a sociedade do futuro? Para a vida resumida em dados? É melhor começarmos a pensar sobre o assunto."