O espaço ocupado pelas mulheres no ambiente corporativo ainda é tímido no mercado brasileiro. Apesar de ocuparem 60% das vagas nas universidades, as mulheres detêm somente 11% das cadeiras em conselhos administrativos das maiores empresas do país. O dado foi divulgado pelo Instituto Ethos, com apoio da ONU Mulheres, e revela, ainda, que apenas cargos iniciais, como aprendizes e estagiários, apresentam mais mulheres do que homens.

Para a empreendedora Bel Pasce, elencada pela Cia de Talentos como um dos  “10 líderes brasileiros mais admirados pelos jovens”, para contornar esse cenário as mulheres precisam desejar correr, efetivamente, atrás do sucesso. "Ainda existe, sim, certa segregação no mercado administrativo, mas quando você enxerga que 'ganhar pontos' depende apenas do seu desempenho, você sai do lugar comum. Esse é o diferencial", ressalta a empresária. Graduada pelo renomado Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde se formou em Engenharia Elétrica, Ciências da Computação, Administração, Economia e Matemática, Bel destaca a importância do instinto feminino. "Eu venho de um mercado de predominância masculina, mas utilizei o meu potencial holístico para me destacar. Não existe uma regra geral, mas é muito comum que a mulher tenha uma intuição mais aguçada em relação aos negócios", enfatiza.

Algumas empresas já adotam metas globais de incentivo às mulheres no País. O Walmart, por exemplo, estabeleceu como meta ter 50% de mulheres ocupando cargos de liderança até o final de 2016. Atualmente, apenas 38% dos cargos de liderança da varejista são ocupados por mulheres. Já a Coca-Cola tem, desde 2007, traz como iniciativa global aumentar a presença de talentos femininos na empresa. Atualmente, a companhia destina 50% das vagas em processos seletivos para mulheres.