Sistema Político na Alemanha; Sistema de Ensino na Alemanha; Governança Pública, Gestão de Pessoal no Setor Público; Orçamento Público e Gestão do Meio Ambiente. Esses foram os temas tratados durante o 1° Seminário Internacional de Gestão Pública (SEIGESP) promovido pelo CRA-RS em conjunto com a DEULA/Brasil e a DEULA/Nienburg. 
 
A primeira palestra tratou sobre o meio ambiente e mostrou que a Alemanha possui os quatro modelos de energia: eólica, solar, biogás e geotérmica. Além disso, 88% dá energia consumida é de fontes renováveis no país, já que o governo federal incentiva a adoção desse tipo de energia com descontos no Imposto de Renda. No país tudo é voltado para diminuir o custo da energia, pois há uma preocupação muito grande em relação à preservação ambiental, tanto nas casas, como nos prédios de governo e empresas privadas. De acordo com os participantes, a comunidade se empenha para utilizar transporte comunitário, e também há incentivo ao transporte alternativo. Muitas organizações disponibilizam bicicletas elétricas para seus funcionários. 
 
Ainda, o Seminário discorreu sobre o tema corrupção, que foi divido em tópicos pelo palestrante Dr. Gerd Wesselmann. Incialmente foi abordada a questão do orçamento público, onde o planejamento para o ano seguinte é fechado entre setembro e outubro do ano anterior, o que torna difícil fazer uma previsão exata, uma vez que ela não pode ser fora do padrão estabelecido. Já na iniciativa privada o orçamento é realizado entre janeiro e fevereiro, muito mais próximo dá realidade.
 
Em relação à Administração Pública, ela deve ser controlada pela receita e pela despesa, ou seja, é preciso haver um equilíbrio da entrada e da saída de recursos. Além disso, o planejamento de obras públicas deve ser completo para não dar margem ao aumento de custos, que podem ensejar a corrupção. Na Alemanha os orçamentos já contabilizam os impostos e caso os projetos não sejam terminados, os valores são transferidos para o próximo ano.
 
Wesselmann salientou também que o valor monetário dá Alemanha é de 1,5 trilhão de Euros e disse que a corrupção media situa-se entre 10 a 15% desse patrimônio, algo em torno de 150 bilhões de Euros são destinados à corrupção. No entanto, os corruptos são severa e agilmente punidos. Ele explicou que há uma luta muito forte contra esses desvirtuamentos e a principal “arma” é a transparência. As instituições devem fazer valer a transparência e o segundo ponto são as penalidades altas e céleres. O terceiro diz respeito a sociedade, que deve denunciar. Uma frase cunhada na Alemanha é "onde não tem queixa não haverá o Juiz".
 
Nos órgãos públicos há regras definidas e projetos anticorrupção já estabelecidos. Da mesma forma acontece nas empresas privadas. Os gestores devem se capacitar para não serem corrompidos. Toda a grande empresa, com mais de 200 empregados, aplica a Compliance para o treinamento de seus funcionários e, finalmente, a facilitação do uso da transparência pela sociedade.