Aplicar na Bolsa?

23/08/2011

Não sou especialista dessa atividade. Meu campo de atividade abrange a área empresarial o que me dá certos conhecimentos em um dos sistemas empregados na bolsa, o Fundamentalista. O outro é a Análise Gráfica. O primeiro é fundamentado sobre a análise de informações de desempenho e, o que é crucial, um exame da capacidade dos dirigentes. Portanto é mais cerebral. O segundo sistema, a Análise Gráfica é mais visual. Qual o melhor dos dois? Diria que os dois têm vantagens, porém, em certos casos se complementam só que o fundamentalista, complexo e difícil de analisar, fornece uma visão abrangente da situação, embora menos sujeito a grandes lances irrefletidos, oferece menos riscos, mas, também menos chances de alcançar resultados excepcionais.

Essa introdução simplifica muito a situação. O que posso adiantar é que nenhum dos dois sistemas pode prever o futuro. Hipóteses não faltam além e, sobretudo, das incógnitas. Os ciclos existem, mas sua padronização é uma ilusão. Fazer previsões na bolsa é como abrir um romance policial e adivinhar o desfecho sem lê-lo. Para completar falta lembrar o fator sorte, esse imponderável que muitos negam, responsável tanto para os sucessos como para os revés da vida.

De início é bom que o aplicador “se conheça”, quais são seus objetivos, quanto está preparado para perder e quais suas reações. Sendo uma pessoa sensível ou se não tiver algum tempo a dedicar à sua carteira de aplicações, melhor se restringir aos fundos de renda fixa, aos fundos de ações ou ao Tesouro Direto. Se tiver estrutura psicológica para agüentar as montanhas russas da bolsa, algum dinheiro e bastante tempo vale abrir uma carteira de três a cinco ações de primeira linha se não precisar de retorno a curto prazo ou, se precisar, ações de segunda linha, aproveitando ciclos e volatilidade para vender e comprar.

Agora alguns princípios:

1) Não criar laço afetivo com as ações;
2) Vender quando sobe e não esperar pelo valor máximo;
3) Vender quando baixa de 10 a 20 %;
4) Comprar uma ação boa quando é barata;
5) Evitar tomar decisões tanto em momentos de otimismo como de pessimismo;
6) Desconfiar da intuição se não puder explicar suas decisões;
7) Suspeitar do consenso geral;
8) Não forçar as situações deterioradas e;
9) Fugir do longo prazo; Se o amanhã é incerto, é absurdo aplicar a 10 ou 20 anos, mesmo que seja um seguro de vida, ou deixar blue chips na gaveta.

Agora boa sorte!

  • Aplicar na Bolsa?

    Por Prof. Georges Le Brun de Vielmond
    Consultor em gestão econômico-financeira empresarial